Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: B. chiriri

Nome Científico

Brotogeris chiriri
(Vieillot, 1818)

Nome em Inglês

Yellow-chevroned Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Periquito-de-encontro-amarelo

O periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecido como periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela.
Para os desavisados será considerado como sendo o periquito-rico (Brotogeris tirica), com o qual é extremamente parecido, exceto pela marca amarela no ombro. Para complicar é comum vê-lo na cidade de São Paulo junto a esses periquitos. Torna-se a espécie predominante mais para o norte e oeste do estado.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) brotogërus = com voz humana; e do (guarani) chiriri = nome indígena para esta ave. ⇒ Periquito chiriri com voz humana.

Características

Apresenta uma faixa amarela nas coberteiras superiores das rêmiges secundárias de cada asa, isto é, na região superior das asas e uma coloração amarelo-esverdeada em sua face. Os indivíduos adultos medem de 22,0 a 23,5 centímetros de comprimento, cauda 10 centímetros e asas cerca de 12,5 centímetros. Possui bico resistente e de cor branco-amarronzada, pelo qual parte seu alimento. Ao redor de seus olhos escuros, existe uma delimitação branca formada apenas pela pele. Possui difícil diferenciação sexual.

Subespécies

Possui duas subespécies:

Indivíduos com plumagem flavística

O que é flavismo?

Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).

Alimentação

Alimenta-se de frutos, sementes, flores e néctar.

Reprodução

Faz o ninho em cavidades de árvores, telhas de edificações e até mesmo em ninhos escavados em cupinzeiros arborícolas e em casas de joão de barro abandonadas. Costuma botar cerca de 5 ovos brancos com dimensões de 23 por 19 milímetros. Após 26 dias, a fêmea conclui a incubação, nascendo os filhotes. Estes são alimentados pelos pais com sementes e frutos regurgitados mesmo após o abandono do ninho, que é feito, 8 semanas após o nascimento.

Hábitos

Estas aves podem ser encontradas em campos de vegetação baixa, ilhas de matas intercaladas, matas ciliares, cerrados e cerradões. Desloca-se em bandos, muitas vezes de muitos indivíduos. Adaptou-se aos ambientes urbanos, onde tornou-se muito comum.

Predadores

Distribuição Geográfica

É encontrado no Brasil central e oriental, norte, oeste e sul da Bolívia, nordeste da Argentina (Chaco, Formosa e Misiones), leste do Paraguai, Uruguai e Peru. No território nacional, ocorre desde o Sul ao extremo do Pará (serra do Cachimbo), Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Pantanal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Referências

Galeria de Fotos